Estava eu a passear
Por um bosque onde nunca vi ninguém andar.
Sem trilha pra me guiar
Fui seguindo o canto do sabiá.
Cheguei numa clareira
E me pus a repousar,
Sob uma imperial palmeira
Fechei meus olhos e comecei a sonhar...
Que mundo é este que não para de girar?
Por muitas horas filosofei sem parar.
O tempo não volta,
O tempo não avança,
O tempo não para,
O tempo não descança.
Sempre com a mesma velocidade
Transforma o dia em semana.
A espera é esperança,
A Guerra é impaciência,
A morte é herança,
A ansiedade intolerância,
O tempo é mudança.
Passado
Presente
Futuro
Antes
Agora
Depois
Se eu pudesse parar o mundo por um instante
Nada adiantaria,
Pois, o tic-tac continuaria,
O tempo está na cabeça do constante.
Sempre as horas vão passar
E se eu continuar a filosofar
Sempre vou me atrasar.
É...
Está na hora de levantar
E mais uma vez vou chegar
Depois do jantar.
Tranquilo mesmo é o sabiá
Que nem relógio tem
e nunca se atrasa para cantar.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Beco sem Saída
Procuro a saída
Sem visão
Sem tato
Sem audição.
Procuro a saída
Da entrada presumida,
Um labirinto
na imensidão.
Procuro a saída
Da Lata sem fundo
Da Dor sem cura
Da noite sem lua.
Procuro a Luz no fim do túnel
A placa e a seta,
Procuro sem rumo
A saída do seu coração.
Sem visão
Sem tato
Sem audição.
Procuro a saída
Da entrada presumida,
Um labirinto
na imensidão.
Procuro a saída
Da Lata sem fundo
Da Dor sem cura
Da noite sem lua.
Procuro a Luz no fim do túnel
A placa e a seta,
Procuro sem rumo
A saída do seu coração.
NO ESCURO
Sem rumo
Sem direção
Sem fumo
Sem criação
O futuro
na minha mão.
Ambiente noturno
Sem iluminação,
A mente vazia
Sem inspiração.
Meu coração um túmulo
Só pódridão
Sem anistia
Sem perdão.
Meu refúgio
Minha salvação,
Está no coração
Daquilo que me traz ilusão
Ilusão de tudo.
A minha vida
em um segundo.
Meu conhecimento
Minha libertação.
Nem sim e nem não
Apenas talvez com moderação
O equilibrio da minha alma
não depende de coação,
Mas, de doação.
Sem direção
Sem fumo
Sem criação
O futuro
na minha mão.
Ambiente noturno
Sem iluminação,
A mente vazia
Sem inspiração.
Meu coração um túmulo
Só pódridão
Sem anistia
Sem perdão.
Meu refúgio
Minha salvação,
Está no coração
Daquilo que me traz ilusão
Ilusão de tudo.
A minha vida
em um segundo.
Meu conhecimento
Minha libertação.
Nem sim e nem não
Apenas talvez com moderação
O equilibrio da minha alma
não depende de coação,
Mas, de doação.
Os Passeios de Alice
Lá vem Alice cheia de charme
Desfila pela rua exibindo a bota de couro
Vai ao supermercado, à farmacia e na feira do Pelouro
Conversa com a gente e descansa no parque.
Lá vem Alice cheia de orgulho
Levando uma rosa de seu pretendente
Para todos sorri gentilmente,
Andando displicente tropeça no pedregulho.
Lá vem Alice cheia de carisma
Com seu vestido bordado e florido
Segue atrás do seu objetivo.
Lá vem Alice todos os dias
Passeando com harmonia
Vivendo com alegria.
Desfila pela rua exibindo a bota de couro
Vai ao supermercado, à farmacia e na feira do Pelouro
Conversa com a gente e descansa no parque.
Lá vem Alice cheia de orgulho
Levando uma rosa de seu pretendente
Para todos sorri gentilmente,
Andando displicente tropeça no pedregulho.
Lá vem Alice cheia de carisma
Com seu vestido bordado e florido
Segue atrás do seu objetivo.
Lá vem Alice todos os dias
Passeando com harmonia
Vivendo com alegria.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
HOJE
Hoje acordei com muita inspiração
Duas novas rosas no jardim foi a criação
Os primeiros raios de sol aqueceram meu coração
O dia amanheceu com ar de inovação,
Com grandes possibilidades de transformação.
O meu cabelo bagunçado vou pentear
Novas cores da maquiagem vou tentar
Em estar bem vestida só por hoje vou me preocupar
Sair de casa com calma sem me atrasar
Os clássicos de Raul Seixas hoje quero ouvir
Cantarolar poesias para meu amor sentir,
Não importa o que aconteça, hoje vou sorrir
No passado dos museus vou refletir
Com paciência meu mundo descobrir.
Hoje o dia é de festa e fantasia
Compartilhar minha felicidade e ficar à vontade.
Por hoje esqueço a maldade,a desigualdade e a banalidade
Hoje faço da alegria minha moradia.
Primeiro Encontro
Seus olhos são verdes como o mar
O sorriso é natural como o olhar
Com um jeito cativante de falar
Roubou minha atenção e me convenceu parar.
Seu nome muito fácil de acertar
Adesivado na moto pude reparar,
O meu não foi difícil de encontrar
Apenas Bella te deixo me chamar.
O clima da copa está no ar
O Brasil todo a festejar
Se não me chatear pode me ligar.
Foi bom por estas ruas te encontrar
Para minha casa estou a retornar,
Esta noite sorrirei, pois, com você sonharei.
O sorriso é natural como o olhar
Com um jeito cativante de falar
Roubou minha atenção e me convenceu parar.
Seu nome muito fácil de acertar
Adesivado na moto pude reparar,
O meu não foi difícil de encontrar
Apenas Bella te deixo me chamar.
O clima da copa está no ar
O Brasil todo a festejar
Se não me chatear pode me ligar.
Foi bom por estas ruas te encontrar
Para minha casa estou a retornar,
Esta noite sorrirei, pois, com você sonharei.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Dionaea muscipula
Vênus papa-mosca
Apenas Venusa para mim
Come mosca, musquito, carrapato e até cupim.
Suas folhas são verdes externamente
Vermelhas internamente,
Se fecham com sutileza
Quando o alimento vem à mesa.
Toma sol pela manhã
E acomoda-se em um verdadeiro divã,
Se fecha com maravilha
Sempre que a isca pisa na armadilha.
Venusa minha amiga inseparável
Deusa grega do amor e da fertilidade
Sua esperteza inigualável
Sua pseudo generosidade.
Se a largatixa me assustar
Largatixa no jantar Venusa terá,
Se o mau quiser me causar
Minha planta vou alimentar.
Não é brincadeira
E nem curtição
Venusa come mosca
E até gavião.
O perfume mais oloroso você sentirá
Um doce sabor misterioso provará
Em todos os encantos cairá
A luz do sol nunca mais verá.
Apenas Venusa para mim
Come mosca, musquito, carrapato e até cupim.
Suas folhas são verdes externamente
Vermelhas internamente,
Se fecham com sutileza
Quando o alimento vem à mesa.
Toma sol pela manhã
E acomoda-se em um verdadeiro divã,
Se fecha com maravilha
Sempre que a isca pisa na armadilha.
Venusa minha amiga inseparável
Deusa grega do amor e da fertilidade
Sua esperteza inigualável
Sua pseudo generosidade.
Se a largatixa me assustar
Largatixa no jantar Venusa terá,
Se o mau quiser me causar
Minha planta vou alimentar.
Não é brincadeira
E nem curtição
Venusa come mosca
E até gavião.
O perfume mais oloroso você sentirá
Um doce sabor misterioso provará
Em todos os encantos cairá
A luz do sol nunca mais verá.
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